segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Rodrigo Aguiar Madeira Campos - Digão dos Raimundos



Em meados de 1984 um barulho louco de alguém tocando uma bateria ecoava na vizinhança inteira. O som que vinha de uma garagem chamou a atenção de Rodrigo, que logo foi lá conferir do que se tratava. Foi então que conheceu Rodolfo, os dois tinham muito em comum, gostavam de rock ´n roll curtiam as mesmas bandas e eram visinhos de porta, estavam sempre juntos em todos os lugares, então, Rodrigo agora já chamado carinhosamente pelos amigos de Digão, montou sua primeira banda conhecida como Filhos de Menguele, começou tocando bateria. Porém, teve que abandonar o instrumento devido a problemas auditivos. Alguns anos depois começou a tocar guitarra. Em sua horas vagas chamava o Rodolfo para tocarem juntos cover de suas bandas favoritas Ramones, Dead Kennedys e Suicidal Tendencies. Este foi o inicio dos Raimundos a banda dos sonhos de Rodrigo(Digão).
Arquivo Pessoal Kleber Mascarenhas Jr.

Em 1994, lançam seu primeiro disco, intitulado apenas como Raimundos, logo que a banda começou a fazer sucesso foi uma maravilha, a realização de um sonho que se concretizava. Os primeiros anos de estrada para Digão foram maravilhosos, ele foi se aperfeiçoando nas guitarras melhorando seu desempenho. O disco teve boa aceitação, vendendo milhares de copias. O som pesado de sua guitarra e as letras de suas musicas cheias de palavrões e com fortes influências nordestinas, chamaram a atenção da mídia e do público, com canções como Puteiro em João Pessoa, "Nega Jurema" e "Marujo". Mas o grande sucesso do álbum foi a balada pornô-erótica "Selim", que tornou a banda conhecida no país inteiro.
Foto divulgação

Os momentos de crise foram transformando Rodrigo o Digão dos Raimundos numa pessoa madura, em 1997 a banda vai para Los Angeles para gravar Lapadas do Povo. O disco deixa de lado letras e melodias engraçadas, investe no peso e em letras mais sérias. Entre as canções destacam-se "Andar na Pedra", uma regravação de Oliver's Army de Elvis Costello, e uma versão de uma canção dos Ramones, Pequena Raimunda (Ramona). Em um show na cidade de Santos, litoral de São Paulo, um dos alambrados onde o público saía caiu, provocando a morte de oito pessoas e 67 feridos. A banda se abala com o ocorrido e Digão pede o cancelamento de  diversas apresentações em consideração a família das vitimas.
 O auge do sucesso chega em 1999 com Só no Forévis, o disco mais vendido da banda. as partes, gravado em Curitiba e São Paulo, um disco ao vivo reunindo os maiores sucessos da banda. Porém o sucesso extremo traz também diversos problemas de convivência entre Digão e Rodolfo que em 2001 decide sair da banda. Então após uma longa conversa entre os integrantes, Digão anuncia o fim dos Raimundos. Dois meses depois a convite de Digão, junto com Fred e Canisso resolvem retornar com a banda.
E o sonho recomeça, no mesmo ano, a banda lança o disco Éramos 4 com a faixa "Sanidade" originalmente gravada para a primeira fita demo de 1992.
No ano seguinte, em 2002 Digão começa a escrever praticamente todas as letras da banda e o Raimundos faz o lançamento do primeiro álbum totalmente inédito sem a presença de Rodolfo, Kavookavala que ao contrário dos antigos não foi trabalhado pela gravadora, não teve muita divulgação e teve uma venda inexpressiva, além da saída do baixista Canisso membro da formação original da banda, no começo da turnê, fato que deixou a banda abalada.
Foto divulgação 
A persistência e a dedicação de Rodrigo Aguiar Madeira Campos(Digão) fez os Raimundos voltarem a midia, no final do ano de 2010 a Banda gravou o clipe da nova música JAWS, colocando o vídeo entre os mais vistos na internet, mostrando ao seu público que nunca deixaram de ser uma grande banda. “Quando você acredita num sonho, não tem nada que impeça que ele seja realizado”.
Por: Kleber Mascarenhas Jr.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O esporte americano, paintball, atrai adeptos em Salvador


                              
                         “Sinto euforia, emoção e adrenalina de uma só vez
                                   durante uma partida de paintball”

Com suas peculiaridades tânicas, o esporte americano, paintball, atrai adeptos em Salvador, como o ...... Pedro Giovani Di Renzo Albuquerque. Ele apaixonou-se pelo esporte, que promoveu benefícios à sua saúde, como redução de peso

Foto: Kleber Mascarenhas 

Ao contrário do que imaginam, o paintball não surgiu dos treinamentos militares, porém as forças armadas aproveitaram a ideia e passaram a utilizar o esporte com esta finalidade. Com origem nos Estados Unidos, em meados de 1981, um grupo de jovens resolveu brincar de “capture a bandeira”, utilizando os marcadores desenvolvidos por engenheiros florestais para delimitar árvores e trilhas.
No Brasil, o paintball está encantando e conquistando adeptos, sobretudo em Salvador. A capital baiana dispõe de dois espaços para a prática do esporte – o Salvador Paintball, no bairro da  Boca do Rio e a Arena Paintball, no estacionamento do Shopping Paralela. Existem algumas equipes, como Selva, Ponto 40, WTT, COP e Renegados”, em Salvador e “PTT”, em Camaçari.
Caracterizado como um esporte de equipes, no qual o número de participantes pode variar entre cinco e 10 pessoas para cada time. O curioso é que o jogo acontece no mato, ou em arenas com obstáculos infláveis, em uma área pré-determinada entre as equipes. Cada jogador utiliza um marcador (arma), movido a Gás Carbônico ou ar comprimido, que dispara bolas de tinta nos adversários. Quando acerta o “tiro”, o oponente sai do jogo. As bolinhas de tinta são feitas de um tipo de gelatina, para que se rompam ao atingir o alvo. A tinta utilizada é não tóxica para que não cause nenhum dano à saúde ou meio-ambiente.
Analista de Sistemas, Pedro Giovani Di Renzo Albuquerque é um dos adeptos ao esporte. Conheceu por meio de amigos e se divertiu bastante. Tomou gosto, organizou uma equipe e não parou mais de jogar. Confira entrevista com Pedro Albuquerque sobre as impressões e a paixão pelo paintball.

                                                          Foto: Kleber Mascarenhas

AS: Como você começou a praticar o Paintball?
Pedro Albuquerque-  Conheci o Paintball através de um amigo, Leo Tavares (Dono do Salvador Paintball), em 2006, mas na época não tinha condições financeiras de poder ir brincar. Então, em 2010, fui brincar no Arena Paintball com minha namorada e uns amigos. Lembro-me de ter perdido todas as partidas, mas também de ter me divertido muito. Em 30 minutos de jogo, a adrenalina faz com que você não se importe com o tempo e nem com problemas, você só está interessado em eliminar o adversário e ganhar a partida. Logo em seguida descobri que outro amigo meu estava praticando há algum tempo, Fabricio (dono do www.headshotpaintball.com.br) e o mesmo me levou para jogar, a partir dai retomei o contato com Leo Tavares, fiz novos amigos, montamos uma equipe e nunca mais parei de jogar.
 AS – Como você se sente ao praticar o esporte?
Sinto euforia, emoção e adrenalina que afloram de uma vez só durante uma partida de paintball. Mas a concentração vem junto, é imprescindível.
AS - O esporte é seguro?
PG- Eu diria que é um dos esportes mais seguros do mundo. Primeiro que o contato físico é proibido, segundo que o jogador é obrigado a usar os equipamentos de segurança, dentre eles, a máscara que é a de maior valor e terceiro é que todos os marcadores são cronados em até 300 fps(pés por segundo), o que garante total segurança dentro do jogo. Sem falar que a comunidade respeita todas as regras, auxiliando todos aqueles que estão começando e chamando a atenção quando alguém esta cometendo uma atitude que possa pondo em risco a segurança dos envolvidos.
 AS: Quais os equipamentos necessários e o custo total para um iniciante, e onde podem ser comprados?
Pedro Giovani: Eu sempre digo que o primeiro equipamento é a máscara de proteção. Sem ela nem no campo de jogo você pode entrar. Então eu recomendo uma boa máscara logo de imediato. Custo tem para todos os bolsos, se consegue comprar equipamentos bem básicos por R$500 até marcadores que custam mais de R$  3 mil.
Em Salvador nós temos a headshotpaintball.com.br do Fabricio, os próprios jogadores vendem produtos novos e usados com bons preços. Na Arena Paintball, no shopping paralela, tem alguns marcadores a venda, coisa boa e de qualidade.

AS- Podemos ver que os equipamentos tem um custo elevado, para as pessoas que não tem condições financeiras ou não querem comprar os equipamentos, existe aluguel? Quanto custa?
 PA- Claro! Todo campo possui equipamento para locação, desde kit mais simples até os mais sofisticados. Os preços variam de acordo com o campo e com as promoções nos sites de compra coletiva. Pode conferir, vale a pena!
 AS - Há restrições para a prática do paintball?
PA- O Paintball é um esporte para todos independente de sexo ou deficiência física. Acredito que qualquer um pode jogar Paintball, minha namorada já jogou comigo, em vídeos de eventos norte-americanos vejo crianças muito pequenas jogando com seus pais, já vi cadeirante, já vi jogador com deficiência física jogar, então o que dizer? O paintball é um esporte para todos independente de sexo ou deficiência, sempre tem espaço para mais um no campo.
AS- A prática do paintball trouxe benefícios para a sua saúde?
PA-  Sem dúvida. Se não foi diretamente, foi indiretamente. O paintball me motivou a perder 10kg e o resultado veio de imediato em campo. Jogando mais leve, correndo mais, comunicando mais. Sempre fiz esporte e nunca gostei de ter rendimento abaixo do que eu sei que posso render.  Com o paintball não é diferente, perdi 10kg e agora pretendo perder mais 8kg.

AS- Como os marcadores são muito parecidos com armas de fogo, existe alguma autorização da policia ou exército para transportar estes equipamentos?

PG- Alguns marcadores são réplicas e podem confundir o policial em uma vistoria. O que eu recomendo é ter sempre a nota fiscal de seu produto em mãos e de preferencia andar com ele desmontado, e não ficar se exibindo pela rua com o mesmo, isso chama atenção de gente irresponsável e da vagabundagem.
AS – O que recomenda para alguém que deseja se tornar um jogador profissional?
PA- Acredito que primeiro se deve adquirir todo o equipamento necessário para a prática, depois procurar uma federação para se filiar e por fim tentar entrar para uma equipe e começar a treinar exaustivamente quando a agenda permitir.
AS - Você já participou de alguma campeonato ?
Eu ainda não participei de nenhum campeonato, mas a única equipe baiana que participa do Circuito Brasileiro de Paintball (CBP) é a Renegados. O pessoal treina, investe, corre atrás, e o resultado veio na 2ª etapa onde eles conquistaram a segunda colocação. Agora em dezembro terá a quarta e última etapa, vamos ver o que vai ocorrer.
AS- Acha que falta incentivo?
Acho que se a mídia visse o paintball como o esporte que é talvez tivéssemos alguns campeonatos ou mais incentivos aqui, mas isto é um mal do esporte baiano como um todo.


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